segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Em dias de tempestade, aqui estou eu, refugiada no silêncio da noite ansiando o nascer do sol, ansiando a chegada de um novo dia, de um dia melhor. Tenho medo de sair magoada do meio de uma noite gelada e escura de Dezembro. Não suporto este frio que me corta a alma, não aguento mais.
Entre olhares despercebidos do mundo que me rodeia, liberto o que me vai na alma desde sonhos a receios, de promessas a desilusões, mas acima de tudo, liberto sentimentos que são expressos através de palavras, gestos, olhares e sorrisos!
Continuo com medo, um medo que me trás uma angustia enorme. 
Medos que em dias de tempestade estão mais salientes: sinto medo de falhar, medo de magoar quem realmente preciso, medo de não realizar todos os meus sonhos. Estes medos assustam-me verdadeiramente, tiram-me de mim, fazem-me sentir fraca e consomem o meu coração!  É nestes dias que eu sinto que não sou quem realmente gostaria de ser, é aqui que percebo que não tenho uma personalidade realmente perfeita, é aqui que na verdade percebo que eu sou mais uma pessoa no meio deste grande mundo; mas o pior é que é nestes dias que eu percebo que não vou ser eu que vou conseguir mudar tudo o que desejo, sim porque eu desejo mudar o Mundo, sim porque eu desejo mudar os olhares das pessoas, desejo transformar o ódio em paz, a tristeza em amor; é nestes dias que percebo que não sou de ferro.
Sinto-me inútil durante a tempestade, sinto-me verdadeiramente incapaz de mudar o que quer que seja, apenas quero fugir e adormecer; ou então esperar, com o coração em ferida, que chegue um novo dia, um dia cheio de sol, sem medos nem receios!

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