terça-feira, 13 de março de 2012

Amor,
Lembro-me de ti, tal como se te tivesse sentido hoje, neste momento…
Foste simplesmente tão intenso e encheste de inocência o meu olhar e tornaste tudo perfeito. Perfeito?! Talvez por momentos… naqueles em que eras verdadeiro e enchias o meu coração, onde mais nada existia, onde era só tu e eu, e ele (sim, ele: a pessoa que eu amava tão forte e incondicionalmente).
Apesar de seres tão bom, porque será que eu tenho tanto medo da tua existência? Tu sabes bem porquê! Tu sabes bem o que eu penso!
Chegas de forma que passa por despercebida, mas abraças e envolves fortemente uma pessoa.
Tu és tão nobre, tão intenso… Não me largas, nem me abandonas! Mas simplesmente tu acabas. Nesse momento, rasgas-me a alma e fazes um profundo corte no meu peito, que me atinge o coração, começas a consumir-me e desgastar-me aos poucos e poucos e tornas-te incrivelmente doloroso.
Tu terminas e isso é inevitável… mas podias pelo menos terminar nos dois corações ao mesmo tempo para não existirem mais feridas nem ressentimentos!  
No fim, aqui estou eu, agarrada ao retrato perfeito que fiz para o meu futuro… e tudo que tu me transmitiste não passaram de meras promessas e ilusões!
Fogo, porque tens que ser tão duro? Porque é que não é tudo perfeito? Porquê amor, porquê?
Será assim tão difícil existir um “ para sempre”, tal como nas histórias de encantar?
No dia em que me mostrares que isso existe, aí eu irei confiar em ti, tal como na palma da minha mão! Irás levar-me à lua e eu nunca terei medo, porque aí vou perceber que estás a fazer o melhor! Confiarei em ti, incondicionalmente! Seguirei todos os teus passos e o caminho que me indicares, sem temer…
Hoje, caro amor, ainda não me mostraste, tal como eu desejo, o “ para sempre”, a eternidade… então como é que eu poderei confiar em ti? Como é que eu não temerei?
O medo irá permanecer, continuará sempre e eu não poderei fazer nada!
Quando a ferida que provocas começar a sarar, aqui estarei eu de novo, viva e pronta para o que vier, mas com uma certa esperança que não te tentes aproveitar de mim, mais uma vez …
Mas na verdade, quem sou eu? Eu posso ter tanto medo de ti, mas continuo a amar! Por vezes, ofereço um pouco de resistência, mas sei que é impossível fazer-te recuar, pois tu envolves-me de uma forma tão particular e forte, que nunca te iria conseguir abandonar e arrancar do meu peito! Eu, infelizmente, sou uma frágil e eterna apaixonada por natureza, e deixo que te apoderes de mim muito facilmente!
És incrivelmente invulgar, apesar de seres o sentimento mais vulgar no meio do mundo! Todos amam e desejam amar e para te provar a tua loucura quero que fiques a saber: muita gente vive por amor, mata por amor e até se suicidam por amor!
Por favor, não te esqueças, mostra-me o “ para sempre”!   

Eternamente , da que te mantém sempre presente no seu coração,
Rita d’Ávila


(o meu pseudónimo do concurso era mesmo Rita d’Ávila e o texto valeu o terceiro lugar *-* )

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